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GUARDA-CORPO: VIDRO, UMA BOA APLICAÇÃO

23/12/2013

GUARDA-CORPO: VIDRO, UMA BOA APLICAÇÃO
FONTE: O VIDRO PLANO – ANO 49 – EDIÇÃO 400
 
Na ponte, terraço, balcão, varanda, corredores, mezaninos ou escadas. Seja em qual for o ambiente, em casas ou em prédios, nota-se que os profissionais têm apostado cada vez mais na utilização de guarda-corpos de vidro para dar um toque sofisticado ao espaço. Sua presença tem valorizado esteticamente obras e tem chamado a atenção.
Material nobre, o vidro tem características estéticas singulares. Sua utilização em maior ou menor quantidade num projeto altera completamente o visual do produto final. Bem por isso, os profissionais buscam adequar seus projetos lançando mão das qualidades que podem ser agregadas com o emprego de guarda-corpos envidraçados.
Têm-se dois tipos de guarda-corpo no mercado: os encaixilhados (preso em toda a sua extensão em estrutura de alumínio) e os engastados (embutidos apenas em um ou dois lados) – nestes, são usados poucos elementos metálicos ou estruturais, deixando, então, essa função ao vidro. Nesse caso, é necessário que o material seja um laminado de temperados para resistir aos esforços. Antes de se listar quais são os produtos mais interessantes e que estão dando o que falar no mercado, cite-se aqui a norma técnica para especificação. Afinal, para a instalação deles, é preciso segui-la. Muito se fala na importância de obedecer às normas que estabelecem as medidas de prevenção e manter a segurança. Será que o mercado está atento a isso?
 
Regra
A norma a ser seguida é a NBR 14718, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que fixa condições exigíveis para a instalação de guarda corpos em edificações para uso residencial e comercial. Ressalte-se, porém, que, sua cláusula 4.2.9, de julho de 2001, remete a outra regra: “As chapas de vidro devem ser colocadas de acordo com a NBR 7199”.
Resumindo: “Segundo a NBR 7199, é obrigatório o uso de vidros laminados ou aramados para esse tipo de aplicação”, explica Carlos Henrique Mattar, gerente de Desenvolvimento de Mercado da Cebrace. “A espessura, ainda de acordo com essa norma, deve ser determinada pela carga a ser aplicada, bem como sua fixação.”
Embora seja permitido o uso de aramado, o mais recomendado é o laminado. Vale lembrar que ele é uma espécie de sanduíche de vidros, ou seja, duas ou mais placas vítreas são unidas por uma camada intermediária de polivinil butiral (PVB) ou resina. Assim, em caso de quebra, é nessa camada intermediária que os cacos ficam presos, dando ao produto a característica de segurança.  As empresas que seguem a norma sabem que, ao utilizar vidros temperados ou comuns numa aplicação, oferecem risco de acidentes graves, caso o guarda-corpo seja transpassado por uma pessoa. Mattar ressalta, porém: “Ainda há muitas empresas que não seguem as normas por falta de conhecimento ou por não acreditar nas recomendações delas”.
E quais os acidentes que podem ocorrer, caso um guarda-corpo de vidro seja aplicado de maneira incorreta? “O guarda-corpo perde sua função de assegurar o não transpassamento do vão, podendo ocorrer quedas de pessoas, objetos e pedaços de vidro”, responde o gerente da Cebrace.
 
Exemplo a ser seguido
Agora que já se conhece a norma a ser seguida, vamos às tendências de uso. Quatro das empresas que respeitam as normas vigentes foram consultadas: Cris- talmais, Grupo Paris Vidro e Alumínio, Temparaito e Terra de Santa Cruz Vidros.
Para João Augusto Serra Fugi- wara, diretor-comercial da Tem- paraito, o guarda-corpo que ilustra a capa desta edição da O Vidroplano é um dos projetos mais arrojados executados por sua em- presa. “No produto colocado numa residência em Curitiba, utilizamos vidro curvo laminado 8+8 mm”, relata. “A estrutura de fixação varia de obra em obra, podendo ser utilizados alumínio, aço inoxidável ou até mesmo estrutura metálica não-aparente, com tratamento de superfície, como nesse caso.” A Terra de Santa Cruz, em parceria com a ERGS Esquadrias de Alumínio, projetou e desenvolveu, empregando tecnologia de última geração, o guarda-corpo com vidros laminados curvos para um edifício comercial, em Bertioga, São Paulo. Segundo o departamento de projetos especiais da empresa, os protetores seguem um padrão, não diferindo muito uns dos outros. “Em alguns projetos instala-se o vidro sem a existência de pontaletes (barrote para escorar edifícios ou estruturas) metálicos e tubos superiores”, ex- plicam os técnicos. “Nesses casos, porém, utilizam-se laminados temperados com espessura igual ou superior a 12 mm. Para essa aplicação, fixa-se o vidro pela parte inferior, encaixada em estrutura metálica ou alvenaria.”
A Cristalmais executa diversos projetos de guarda-corpos com vidros estruturais – modelados colados estruturalmente. Destaque- se a obra da sede da Confedera- ção Nacional da Agricultura, localizada na Asa Norte, em Brasília, com laminado incolor de 10 mm.
“A maioria dos protetores de vidro possui estrutura e peitoril de alumínio anodizado ou pintura eletrostática. Utiliza-se também estrutura de aço, madeira, concreto e aço inoxidável”, afirmam Frederico Ribas e João Carlos Rodergas, diretores comercial e técnico, respectivamente, da Cristalmais. Os guarda-corpos com vidros passando por fora das colunas são os mais aplicados pelo Grupo Paris. “Geralmente, em relação à estrutura, o produto é todo de alumínio, com reforços internos de aço galvanizado ou inoxidável”, revela Antônio Carlos Fernandes de Oliveira, engenheiro civil e ge- rente-industrial da empresa.
 
Arquitetos
Uma pergunta: os profissionais de arquitetura aceitam realizar qualquer obra com guarda-corpo de vidro ? “Entre os arquitetos, há diversidade de opinião a respeito das imposições técnicas presentes nas normas”, comenta Ribas. “O ponto mais polêmico é o dimensional. Muitos não aceitam as dimensões mínimas exigidas, obrigando as empresas e os seus clientes a executar sistemas incorretos.” Nesse caso, segundo Ribas, a Cristalmais não executa o projeto e sempre sugere modificações para tornar os sistemas mais seguros.
 
Para a Terra de Santa Cruz, houve um avanço muito grande na elaboração dos projetos, pois a relação com esses profissionais, desde a idealização, está apoiada em estudos práticos, na especificação dos materiais e suas aplica- ções. “A realização da obra está intimamente ligada ao projeto. Portanto, a aceitação será após a análise de todas as informações.”
 
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